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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Bromélia e o aedes aegypti


O tanque que algumas bromélias desenvolvem no imbricamento de suas folhas não é uma poça d'água. ela é sim, um poço de vida. A diferença é que uma poça d'água (pratinhos, pneus, garrafas e plásticos), ainda que possa abrigar ocasionalmente algumas formas de vida, é uma água parada, um ambiente inerte.

O tanque da bromélia, contudo, é uma estrutura vital da planta e assim como os intestinos dos animais, abriga muitas formas de vida, das quais ela depende para se nutrir e sobreviver.

A poça d'água
Armazenada ao acaso, a água da chuva passa a ser rapidamente colonizada pelos organismos menos especializados. Em ecologia, chama-se isso eutroficação. A partir de alguns poucos nutrientes, surgem determinadas algas e bactérias (poucas espécies, alguma quantidade). Em poucos dias, aparecem as larvas dos mosquitos, entre eles, o aedes aegypti. Essa fase dura pouco. A água se turvará, se não chover, ou secará.

O tanque da bromélia
As bromélias tanque-dependentes começam a guardar água antes de seu primeiro ano de vida. Essa água , protegida pelo ambiente das folhas, se transforma num pequeno, mas rico ecossistema em muito pouco tempo. Pouca água se evapora daí, muita é continuamente absorvida pela planta, suprindo-a com nutrientes e evaporando pela superfície da folha. A sucessão de formas de vida é muito intensa e o resultado é uma calda repleta de organismos (muitas espécies, grande quantidade) que competem entre si, numa cruenta interdependência ecológica.

O aedes aegypti
Muitos colecionadores ficaram alvoroçados com a ameaça do dengue e passaram a monitorar de forma obsessiva suas plantas. O resultado foi surpreendente> Praticamente não foram encontradas larvas de aedes aegypti. Mesmo aqueles que não aplicavam inseticidas, não encontravam larvas do aedes aegypti em suas plantas. Coleções grandes e, especialmente aquelas situadas próximo às florestas, não acusavam a presença do mosquito e, quando eram encontradas larvas, pertenciam a mosquitos dos gêneros culex e anopheles , nativos de nossa fauna.

Conclusão
Habitado por um vigoroso pool de formas nativas de vida e sujeito à constante substituição biológica de suas águas, o poço de vida das bromélias não é criadouro adequado para o aedes aegypti, um mosquito exótico. As águas paradas das poças (pratinhos, pneus, vidros e garrafas), com ecologia mais pobre, são o local ideal para a proliferação do mosquito do dengue.


Fonte de pesquisa: Sociedade Brasileira de Bromélias

Tendências do paisagimo para o século XXI


Década de 90
A violência urbana se acirrou ainda mais e surgiu uma intensa migração da casa para o prédio. Nos empreendimentos mais sofisticados, o jardim passou a denotar status, além de suprir necessidades de conforto e saúde. Surgiram os grandes estacionamentos intemos para visitantes e as raias cobertas para a prática de natação. Nos prédios para classe média, com apartamentos de menor área útil, o pavimento térreo passa a funcionar como um grande clube e um grande fator de decisão de compra.
Os espaços internos acompanham esta tendência de clube. Além de hall social e salão de festas, passam a existir academias de ginástica e fitness, home theater, sofisticadas salas de jogos, salas de recreação infantil com brinquedos e vídeogames e o home office, um espaço separado do apartamento para a prática de hobbies e trabalho. Atualmente, essas áreas de lazer passaram a ser o centro de atenção dos grandes empreendimentos. Os prédios, em geral, ficam na periferia do terreno, deixando em seu centro enormes piscinas, bosques, clubes e vários elementos de atração paisagística e de lazer.
O futuro do paisagismo
No final do século XX, ouviu-se muito que a maioria das profissões desaparecerá, mas a evidência aponta que o Paisagismo continuará cada vez mais forte. O quadro a seguir, analisa a história da civilização em relação à natureza e à cidade.
O futuro do trabalho será o desenvolvimento sem trabalho
A humanidade sempre buscou menos trabalho e mais tempo livre. Para isso inventou as ferramentas, desde o machado e a roda até os robôs e computadores, que permitiram inclusive o trabalho em casa. Por outro lado, o avanço da medicina elevou o tempo de vida de 50 para 85 anos e a aposentadoria chega em média aos 65 anos.
Tudo isso, indica grande aumento de mercado para quem trabalha com Paisagismo, levando em conta que quanto mais tempo livre maior a necessidade de áreas turísticas, parques temáticos, playgrounds, etc. E quanto mais trabalho em casa, mais os jardins e áreas de lazer se fazem necessários. Deve-se lembrar também que o aumento da preocupação dos pais com o desenvolvimento físico e intelectual da criança, exige maior contato com a natureza, o lazer e esporte sadios.
No século XXI, os países líderes serão aqueles que venderem mais idéias. Os valores desta época serão o prazer estético, a criatividade e a emotividade, todos intimamente ligados com o paisagismo.
O paisagismo no século XXI
Os mercados que mais gerarão demanda pelo paisagismo e pelas forrações, arbustos baixos, arbustos.altos, palmeiras e árvores, serão estes, segundo o Congresso de Florença (IFLA) e Los Angeles (ASLA): jardins residenciais unifamiliares, jardins de edifícios ou condomínios residenciais, condomínios comerciais/escritórios/indústrias, hotéis, resorts, áreas turísticas, arborização urbana, praças urbanas, rodovias, ferrovias, parques nacionais e áreas de preservação.

Fonte de pesquisa: Informativo VerdeTexto: Benedito Abbud