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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Projetos de Burle Marx reúnem mistura rica de cores e plantas



Na década de 1930, antes de chegar a BH e impor o seu estilo, Burle Marx criou o Parque do Grande Hotel de Araxá, encomenda do governador mineiro Benedito Valadares (1892-1973), trazendo variedades de plantas da Amazônia, da mata atlântica e do cerrado e misturando tons, como o amarelo das acácias e o roxo das quaresmeiras. “As plantas iam de trem, era uma grande dificuldade. Valeu a pena, pois o de Araxá é um dos parques mais bonitos do Brasil. Nesse projeto, ele mostrou seu espírito inovador, atuando numa área gigantesca”, revela. Na mesma época, Marx trabalhou em Cataguases e no Grande Hotel de Ouro Preto, projeto de Niemeyer. Na década de 1960, esteve em Congonhas para trabalhar no adro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. Em BH, assinou ainda os jardins internos do Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador, o jardim do Aeroporto da Pampulha, o Golf Clube, hoje área da Fundação Zoobotânica, e a Praça Carlos Chagas, da Assembleia Legislativa. No entanto, dois projetos não saíram do papel: o Grande Hotel e o Parque Vereda. Em Brumadinho, na Grande BH, o Instituto Cultural Inhotim também registra a arte do paisagista, resultado do projeto feito por ele, na década de 1980, para a fazenda que deu origem ao centro de arte contemporânea.



CASA DO BAILE - CONJUNTO ARQUITETÕNICO DA PAMPULHA


MUSEU DE ARTE DA PAMPULHA
FONTE:Gustavo Werneck - Estado de Minas


4 de agosto - 100 anos Roberto Burle Marx


Hoje, 4 de agosto de 2009, faz cem anos que nascia Roberto Burle Marx: paisagista brasileiro que soube valorizar a beleza das plantas locais. Conhecido internacionalmente, Burle Marx nasceu em São Paulo, mas foi o Rio a sua verdadeira base. Viveu um período na Alemanha quando jovem, o que acreditava ser uma importante experiência para sua formação. Volta ao Brasil em 1932 quando realizou no Recife, "terra de sua mãe", seus primeiros projetos paisagísticos.

COMO CUIDAR DO JARDIM DURANTE O INVERNO

Embora o inverno no Brasil não seja tão rigoroso como em outros países, ainda sim esse é um período em que a maioria das plantas requer maiores cuidados. Isso porque o inverno é o período de dormência (repouso vegetativo) para a maioria das espécies vegetais, ou seja, as espécies nesse período têm seu metabolismo reduzido, a fim de “recarregar as baterias” para a intensa atividade metabólica que recomeçará com a proximidade da primavera.
Porém, nesse período, a perda da seiva se apresenta muito mais atenuada do que durante os períodos de vegetação intensa, permitindo que, ao reiniciar a atividade vegetativa primaveril, a planta emita as brotações com viço, sem desgaste de forças para a reposição da seiva e com mais resistência a pragas e doenças. Mas esse estado das plantas no inverno não significa que não precisem de cuidados, muito pelo contrário. Os cuidados prestados às plantas durante o inverno vão refletir na saúde e no vigor com que desabrocharão na estação seguinte.
O inverno é um período de baixa manutenção, mas que exige alguns cuidados, para que as plantas o atravessem com vitalidade. No paisagismo, é o momento de planejar, escolher as espécies que vão ser plantadas na próxima estação, decidir como serão os canteiros e preparar a terra para as intensas atividades da primavera.
Com os devidos cuidados, as plantas dos jardins e dos vasos podem resistir bem aos efeitos do frio. Além disso, muitas espécies enfeitam e colorem nosso inverno, pois florescem nessa época.
O período também é bom para fazer o transplante de trepadeiras, arbustos e árvores que estiverem em seu período de dormência; também é um ótimo período para plantar bulbos.
Os bulbos são plantas curiosas: em forma da batata, “guardam” uma planta inteira em estado latente, que tem energia para cumprir o ciclo completo de crescimento. Quando acaba a floração, a parte aérea seca e some, mas volta a crescer e florescer no ano seguinte. Os bulbos plantados na estação fria terão belas flores no início da primavera. São ótimas opções de bulbos: amarílis (açucenas), lírios, gladíolos, helicônias, dálias, dentre outros.
Exemplos de espécies que florescem no inverno são: Amor-perfeito (Viola tricolor), Azaléia (Rhododendron indicum), Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima), Caliandra (Calliandra tweedii), Congeia (Congea tomentosa), Cravo (Dianthus caryophyllus), Delfínio ou (Delphinium ajacis), Glicínia (Wisteria sinensis), Ipê amarelo (Tabebuia chrysotricha), Ipê rosa (Tabebuia pentaphylla), Jasmim-amarelo (Jasminum primulinum), Jasmim-manga (Plumeria sp.), Kalanchoe (Kalanchoe blossfeldiana), Orquídea Cymbídio (Cymbidium híbrido), Eritrina (Erythrina speciosa).
O inverno também é época propícia para o combate de pragas e doenças. A maioria delas reduz sua proliferação nesse período, sendo um bom momento para controlá-las de forma mais eficiente. Fugindo à regra, algumas doenças fúngicas aumentam nesse período, principalmente em regiões com longos períodos chuvosos. O mesmo acontece com as lesmas e caramujos, que se aproveitam da umidade e da temperatura amena para devorar as folhas verdes.
Para evitar a infestação por essas pragas e doenças nesse período, quando as plantas estão mais sensíveis, é importante remover os restos das plantas anuais de verão, que estão mortas ou fracas nos canteiros. É preciso retirar galhos secos, flores, frutos e folhas caídos e colocá-los na compostagem. Essa medida ajuda a manter as pragas afastadas. Pulverizações preventivas, com fungicidas a base de cobre, como a calda bordalesa, devem ser realizadas pelo menos a cada mês nas frutíferas, orquídeas, arbustos, mudas, sementeiras, etc.
A adubação química dos jardins no inverno deve ser evitada. No entanto, a correção dos solos deve ser feita nessa época. Para isso, aconselha-se uma análise do solo, que, tal como a correção, deve ser executada por um profissional.
Nas plantas que estão em crescimento, floração e frutificação, adubações são bem vindas, principalmente com os adubos orgânicos, que têm liberação mais lenta. Em locais frios, misture esterco bem curtido e farinha de ossos à terra dos canteiros e dos vasos de bulbosas, petúnias, roseiras, prímulas, begônias e amores-perfeitos.
No geral, as adubações são recomendadas apenas para as plantas que se desenvolvem e florescem no inverno.
O inverno é também o tempo ideal para preparar os jardins para a chegada da primavera, e a poda é sem dúvida um desses cuidados primários que devem ser tomados durante o inverno. Com a dormência, muitos galhos ficam secos. A sua remoção feita cuidadosamente fará com que a planta revigore mais rapidamente ao chegar a primavera, período em que a seiva volta a circular com todo o vigor, porque apenas será direcionada para as partes saudáveis da planta.
Não é muito difícil reconhecer as plantas que podem ser podadas nessa época. Geralmente, essas plantas são as originárias de clima temperado e as que perdem as folhas no inverno. Não são recomendadas as plantas que estão em flor ou com botões, mesmo que tenham perdido as folhas, pois elas não estão dormindo, estão em plena atividade.
No inverno típico de nossas regiões subtropicais, um pouco de atenção com o jardim pode garantir uma estação com flores e frutos, o que constitui uma preparação das plantas e do solo para a primavera que se aproxima. Algumas plantas são naturalmente resistentes ao frio, não exigindo tarefa alguma no inverno, como as coníferas (pinheiros e ciprestes).
Há também exceções quanto à época de poda. É o caso, por exemplo, da necessidade de uma poda urgente de uma árvore que esteja comprometendo uma construção. O fato de ser feita a poda em outra época do ano não chega a matar a planta. Porém, a exceção não contraria a regra: existe a época mais adequada para esse importante trato cultural das plantas. A orientação geral a ser seguida é a de que todas as plantas devem ser podadas após as fases de floração e de frutificação.
Mas existem algumas espécies, notadamente aquelas utilizadas para a formação de sebes, que requerem podas durante todas as estações do ano, menos no inverno, quando entram em repouso vegetativo. Entretanto, para que haja maior precisão, tais podas devem ser denominadas tosas, porque atingem apenas superficialmente as extremidades da vegetação. Espécies que requerem podas nesse período são: Roseira, Macieira, Pessegueiro, Ameixeira, Figueira, Clerodendro, Pereira, Videira, Abélia, Kiwizeiro, Bico-de-papagaio, Cipó-uva, Jasmim, Framboesa, Acácia-mimosa (após a floração).
Com relação às regas, devemos observar certas situações: o inverno é por natureza um tempo frio e úmido. No entanto, temos assistido nos últimos anos a períodos longos de ausência de pluviosidade durante o inverno. Nesses casos, pode ser necessário proceder à rega dos jardins. Mas atenção: o frio provoca menos evaporação e transpiração nas plantas e no solo, o que faz com que a rega possa trazer consequências trágicas às plantas do seu jardim. A água em excesso em combinação com o frio pode provocar o surgimento de fungos e apodrecer as raízes. Portanto, a melhor maneira de determinar se o seu jardim necessita ou não de rega é utilizando a ponta do seu dedo: enterre-o na terra do jardim e "meça" a umidade através desse princípio empírico e simples que continua a ser o mais eficiente.
As plantas de interior devem ter suas regas reduzidas nessa época do ano, porque, com a redução do calor, diminui também a necessidade de água nas plantas.
Outro cuidado importante é regar as plantas pela manhã, por dois motivos. O primeiro é que a rega à tarde e à noite faz com que a terra permaneça muito tempo úmida, favorecendo o aparecimento de pragas e doenças. O segundo motivo é que, caso tenha ocorrido alguma geada à noite, o gelo pode derreter antes do sol, evitando, assim, as típicas queimaduras nas folhas.
As regiões que apresentam inverno muito seco, como é o caso do Planalto Central, exigem observação constante da taxa de umidade do solo. De modo geral, nesses locais, a vegetação solicita regas menos espaçadas, pois a evaporação ocorre em níveis muito rápidos. Mesmo as cactáceas, que em outras regiões quase não precisam de água, devem receber regas periódicas, sempre que você perceber que a camada superficial do solo está muito seca.
Nas regiões Sul, Sudeste e em certas localidades da região Centro-Oeste, as baixas temperaturas hibernais tornam a água da torneira fria demais para ser utilizada diretamente nas plantas. Procure regá-las com água ligeiramente morna.
Para finalizar os cuidados com o jardim no período de inverno, se necessário, faça uma proteção contra o frio: coloque cobertura morta nos canteiros. Essa cobertura, além de servir como isolante térmico, irá repor a matéria orgânica, melhorando a fertilidade e a textura do solo, bem como proteger as plantas na estiagem. Serragem, casca de pinus, folhas secas, apara de grama, entre outros materiais podem ser utilizados para formar essa cobertura.
As plantas tropicais também merecem uma atenção especial no frio. Elas são sensíveis às geadas e às temperaturas muito baixas e devem ser protegidas durante a noite com lonas, plásticos, tecidos de tnt ou mantas bidim. Esse cuidado serve também às hortaliças, assim como às mudas de flores e forrações mais delicadas.
Por tudo isso, observamos que os devidos cuidados tomados com as plantas no período de inverno, propiciarão um jardim mais bonito, saudável e vigoroso na primavera.
Então, mãos a obra para começar o quanto antes, se quisermos manter nosso jardim cada vez mai bonito e florido nas próximas estações do ano!
Danielle Duarte - Arquiteta e Ubanista
Especialista em Paisagismo



JARDINS EM APARTAMENTO

Você sempre sonhou em ter um jardim, mas acha que é díficil planejá-lo em seu apartamento? Não se preocupe, espaço não é problema. Com algumas orientações você consegue elaborar uma área aconchegante para o cultivo de suas plantas.
A primeira dica é fazer um bom planejamento. Informe-se sobre sobre o tipo de estrutura do seu apartamento. Em alguns casos, o espaço pode não suportar o peso dos vasos que são colocados, ocasionando problemas para você e seus vizinhos.
Ao escolher as plantas, prefira as mais resistentes para evitar problemas de adaptação. Algumas precisam estar expostas ao sol (azaléia, buganvília, calêndula, gerânio), outras não (lírio-da-paz, maria-sem-vergonha, prímula).
Veja se o local onde você vai fazer o jardim terá iluminação suficiente, caso você opte pelo primeiro tipo de planta. Outra dica importante é quanto ao tamanho do vaso, que deve ser compatível com o da planta, para favorecer o crescimento dela.
Veja como é possível ter um cantinho bem aconchegante no seu apartamento com soluções simples e acompanhamento de um bom profissional!

PROJETO VARANDA RESIDENCIAL - BH

Planta Baixa Planta Baixa Tratada Vista Frontal Vista Lat. Direita Vista Lat. Esq.



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Aprenda a cultivar temperos em casa
Ter uma horta não é privilégio apenas de quem mora em casas com grandes terrenos. É completamente possível cultivar condimentos e ervas em apartamentos ou em espaços pequenos, desde que o local seja bem iluminado, apresente boas condições de irrigação e tenha solo de boa qualidade. Algumas espécies se adaptam melhor em canteiro, são elas: alecrim, manjericão, estragão, camomila, capuchinha, cebolinha, erva cidreira, hortelã, orégano, pimenta-dedo-de-moça, salsinha e sálvia. Aprenda como montar um canteiro e a cultivar algumas espécies: Você vai precisar de um vaso grande ou uma jardineira (pode ser de plástico ou de barro), terra, húmus de minhoca, mudas de ervas de boa procedência.

Fique atento a algumas dicas de cuidados:
- As ervas precisam de luz solar, pelo menos algumas horas por dia. Sem isso, é praticamente impossível cultivá-las.

- Mantenha regas regulares, mas nunca encharque a terra. - Retire folhas velhas, amareladas e secas e verifique periodicamente se não há ataques de pragas. Nesses casos, evite produtos químicos e use apenas inseticidas naturais (calda de fumo, calda de sabão, etc.), pois as ervas serão utilizadas como tempero e no preparo de chás.
- Adube a cada 3 meses, com húmus de minhoca e torta de mamona.
- Na hora de escolher as ervas, procure selecioná-las segundo as exigências de luminosidade. Lembre-se que elas estarão no mesmo vaso.

Saiba mais sobre algumas espécies:
O alecrim (Rosmarinus officinalis) é uma planta semi-arbustiva, delicada e que ainda deixa o ambiente com um perfume muito especial. Na cozinha, é usado para temperar carnes em geral, legumes e até dar um sabor diferente a omeletes. Cresce bem em ambientes muito ensolarados. Por isso, você pode plantar sua mudinha em vasinhos com 20 cm de diâmetro, usando terra comum de jardim. Para obter novas mudas, é só lascar um galho e plantar em solo úmido.


Cebolinha verde A cebolinha (Allium schoenoprasum) é uma planta bulbosa do mesmo gênero do alho e da cebola. Suas folhas formam um tubinho oco e têm um aroma suave de cebola, bastante apreciado em inúmeras receitas. Pode ser semeada em pequenos vasos de barro, mas se você quiser ter esse tempero mais rapidamente, uma solução prática é aproveitar as mudinhas que são vendidas na feira. Para isso, quando comprar cebolinha, corte as folhas para uso e plante os toquinhos, com um pouco da raiz. Em pouco tempo, as mudas vão soltar brotos vigorosos e perfumados. Ao plantar, não esqueça que a cebolinha gosta de solo fértil, rico em matéria orgânica.

Coentro
Conhecido também como salsa chinesa, o coentro (Coriandrum sativum) tem as folhas parecidas com as da salsa, mas seu sabor é bem diferente, mais próximo ao do limão. Suas folhas são usadas em inúmeros pratos à base de peixe, as sementes em conservas e o coentro em pó para aromatizar massa de pães e carnes assadas. Pode ser cultivado facilmente a partir de sementes, em vasos com solo rico em matéria orgânica, sempre em locais com bastante sol.

Hortelã
Você pode escolher entre várias espécies de hortelã, mas as mais comuns são a Mentha crispa, com folhas verdes escuras e crespas, e a Mentha Spicata, num tom de verde mais claro e com folhas lisas. Todas são viçosas e perfumadas e usadas para temperar quibes, saladas, carnes de peixe e carneiro, aromatizar sucos e sobremesas, como sorvetes, pudins e gelatinas. Crescem bem em ambientes ensolarados, mas toleram bem um leve sombreado. No início da primavera, renove a terra dos vasos e aproveite para desfazer o emaranhado das raízes e podá-las, se for necessário.

Manjericão
Há várias espécies, com folhas mais largas ou delicadas, todas da família dos Ocimum. O manjericão é conhecido também como alfavaca e basílico, e suas folhas são usadas em peixes, carnes e molhos. Pode atingir de 40 a 60 cm de altura, por isso deve ser plantado em um vasio de uns 20 cm de diâmetro. Necessita de bastante sol e, se começar a crescer muito, você deve podar alguns ramos para ativar novas brotações e obter uma planta mais cheia.

Orégano
Conhecido também como orégão, o Origanum virens é uma erva originária do Mediterrâneo, muito usada em peixes, carnes, saladas, molhos e suco de tomate. Gosta de ambientes ensolarados e solo leve e arenoso, com boa drenagem. As folhas e pontas de galhos podem ser cortadas para serem usadas fresquinhas, e logo vão surgir novos brotos, que vão deixar a plantinha ainda mais densa e decorativa. Não se esqueça de renovar o solo do vaso anualmente, com uma mistura nova e nutritiva.
Salsa
Originária da Europa, a salsa ou salsinha (Petroselinum sativum) é uma plantinha simpática, com folhas bipartidas ou crespas, mas sempre muito aromática. É bastante popular no Brasil e entra na composição de inúmeras receitas salgadas, como carnes, sopas, bolos e saladas. Seu cultivo é muito simples: basta semear num pequeno vaso e deixar junto a uma janela iluminada. Em pouco tempo, você terá uma linda plantinha e ramos fresquinhos para dar um sabor todo especial às suas receitas.


Salvia
Em vasos, a sálvia (Salvia officinalis) chega a atingir 30 ou 40 cm de altura, sempre bonita com suas folhas alongadas e meio cinzas. É usado para temperar peixes, carnes, queijo fundido e em cozidos, substituindo o louro. Exige muito sol e pode ser multiplicada facilmente através de estacas de galhos.
Fonte: Portal dos Condomínios. Autor: Thaís Vieira